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ONU decide retirar mais funcionários do Iraque

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan, ordenou nesta quinta-feira que mais funcionários da ONU deixem o Iraque por causa da instabilidade na segurança do país.

"Hoje temos 42 funcionários em Bagdá e 44 no norte do Iraque e esse número deve diminuir nos próximos dias", disse um porta-voz de Annan.

Os funcionários deverão ser enviados à Jordânia. "Não se trata de uma evacuação, mas sim de uma temporária redução no staff da ONU no Iraque devido à deterioração da segurança no país. A situação no Iraque está sendo monitorada constantemente", afirmou o porta-voz.

Em um comunicado, a Casa Branca disse que entende os motivos para a redução do pessoal, mas afirmou que a ONU continuará desempenhando um papel vital no Iraque.

EUA

Cerca de 600 funcionários da ONU encontravam-se no Iraque até o atentado à sede da organização em 19 de agosto, que matou 22 pessoas incluindo o representante da ONU no Iraque, Sérgio Vieira de Mello.

Com a retirada dos funcionários, a ONU contará com a ajuda de cerca de 4 mil iraquianos para fazer o trabalho humanitário.

A decisão desta quinta-feira foi tomada três dias após um novo ataque a bomba à sede da ONU em Bagdá.

Duas pessoas morreram e 12 ficaram feridas no atentado. A maior parte das organizações internacionais que trabalham no Iraque encontra-se em estado de alerta e, desde agosto, vem reduzindo a sua equipe no país.

Analistas afirmam que a retirada de funcionários da ONU no Iraque acontece em um momento delicado, no qual as forças americanas que ocupam o país tentam mostrar que são capazes de manter a lei e a ordem no Iraque.

Vários líderes mundiais, reunidos em Nova York na Assembléia Geral da organização, mostraram-se preocupados com a questão iraquiana e pediram uma maior participação da ONU no Iraque.