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Schröder discutirá Iraque em reunião com Bush

O presidente americano George W. Bush e o chanceler alemão Gerhard Schröder se preparam para ter o primeiro encontro desde o desentendimento entre as duas lideranças em relação à guerra no Iraque, a qual a Alemanha se opunha.

A reunião entre os dois líderes vai acontecer na sede das Nações Unidas (ONU) em Nova York onde os Estados Unidos estão tentando ganhar apoio para uma resolução autorizando a expansão internacional das tropas presentes no Iraque.

Schröder disse que esperava que os dois países pudessem ser capazes de deixar a discórdia para trás.

Ele também acrescentou que uma nova resolução sobre o Iraque poderia ser aprovada dentro de algumas semanas.

Flexibilidade

A oposição representada pela Rússia também parece ter diminuído com autoridades russas dizendo que Moscou está pronto para ser mais flexível.

O presidente russo, Vladimir Putin, vai ser convidado de Bush na casa de verão do presidente americano, em Camp David, perto de Washington, ainda essa semana.

Os encontros com Schröder e Putin, agendados para essa semana, trazem novas oportunidades para Bush de ganhar o apoio que a França mostrou ainda não estar pronta para oferecer.

Os discursos dos presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, e do seu colega francês, Jacques Chirac, na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na terça-feira, expuseram claramente as diferenças entre eles em relação ao Iraque.

Crítica

Em seu discurso, Bush voltou a defender a guerra, disse que o mundo estava melhor sem Saddam Hussein e fez um apelo a todos os países para ajudarem na reconstrução do Iraque.

Por outro lado, o presidente da França, Jacques Chirac, criticou os americanos por terem se lançado à guerra sem a autorização da ONU e pediu uma "participação integral" da ONU no Iraque.

"A guerra, lançada sem a autorização do Conselho de Segurança, abalou o sistema multilateral", disse Chirac logo no início do seu discurso.

"Ninguém deveria se dar o direito de usar a força unilateralmente e preventivamente. Ninguém pode agir sozinho", continou o francês.