A Corte Suprema do Chile está analisando um relatório da Igreja Católica que contém novas informações sobre 16 casos envolvendo violações de direitos humanos ocorridos durante a ditadura do general Pinochet. (1973-90).
Segundo o jornal chileno La Tercera, a instância máxima do Judiciário do país tem até esta sexta-feira para decidir o que fazer com o material recebido da Igreja.
O tribunal pode decidir se vai passar o relatório para os juízes que já investigam casos de violação dos direitos humanos ou se designa um ministro especial para o caso.
As informações foram apuradas por clérigos em várias partes do Chile e agora estão sendo investigadas por juizes que estudam as denúncias de abusos de direitos humanos.
'Episódios'
Segundo fontes da Igreja Católica do Chile, trata-se de 16 "episódios" de repressão, que podem envolver várias vítimas em cada um deles.
O relatório foi divulgado depois da introdução de uma série de medidas, por parte do presidente Ricardo Lagos, que têm o objetivo de encerrar pendências relativas às violações dos direitos humanos.
Entre essas medidas estão o oferecimento de sentenças mais curtas para miltares se eles cooperarem com os inquéritos.
Fontes da Igreja do Chile dizem que a iniciativa de Lagos parece incentivar mais testemunhas a depor.
Os correspondentes dizem que a Igreja tem um longo histórico de proteção das vítimas de abusos no Chile e de registar seus testemunhos.