O jornal britânico Financial Times traz um artigo assinado por Robert Zoellick, representante comercial americano, que comenta os resultados do encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Cancún.
Zoellick critica a atitude de países como o Brasil, que teriam adotado "um discurso de resistência como tática para pressionar as nações mais ricas e desviar a atenção de seus próprios entraves comerciais".
"Os Estados Unidos pediram ao Brasil e a outras potências agrícolas para que trabalhassem juntos", escreve Zoellick. "O Brasil recusou, preferindo se unir à Índia."
"Essa atitude do Brasil acaba reforçando o racha entre os países do Hemisfério Norte e os do Hemisfério Sul, em vez de ajudar a reformular a situação da agricultura local", conclui o representante americano.
Lula
Apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter chegado a Nova York no domingo, a imprensa americana praticamente não fala dele nesta segunda-feira.
O único que mencionou alguma coisa sobre a viagem de Lula foi o diário Los Angeles Times, que enfatizou a visita do presidente a Cuba.
O jornal californiano fala do encontro entre o que chama de "a velha e a nova esquerda".
"Se Lula quiser realmente se fortalecer como líder do Hemisfério Sul, ele precisa lembrar ao presidente cubano, Fidel Castro, o quanto os países latino-americanos estão comprometidos com a democracia", diz o Los Angeles Times.
Já o Washington Post deu destaque, na sua agenda da semana, à questão da legalização das plantações de soja geneticamente modificadas da multinacional Monsanto no sul do Brasil.
O governo brasileiro deve tomar uma decisão sobre o assunto ainda nesta semana.
Segundo o jornal americano, se confirmada a legalização, será uma vitória para a Monsanto, que quer vender os grãos de soja que produz no Brasil, mas uma derrota para grupos ambientalistas, que fazem lobby para estabelecer uma proibição de alimentos transgênicos no país.
Saúde
O jornal britânico The Guardian traz na primeira página a notícia de que as administrações regionais das cidades britânicas estão sendo obrigadas a retirar dos centros de lazer públicos as cabines de bronzeamento artificial.
O Instituto de Saúde Ambiental britânico, que na terça-feira realiza sua convenção anual, também deve exigir que as escolas públicas tenham uma área para alunos e professores se abrigarem do sol.
O câncer de pele é a segunda forma de câncer mais comum na Grã-Bretanha, com 40 mil casos ao ano.
E o jornal português O Público lembra que esta segunda-feira é o Dia Mundial sem Carros, uma idéia nascida na França em 1998 e que conta com a adesão de 967 cidades do mundo inteiro.
A proposta é incentivar as pessoas a deixar seus carros em casa e adotar uma alternativa de transporte mais barata e "ecologicamente correta".