A Organização das Nações Unidas (ONU) está reconsiderando sua presença no Iraque depois de um segundo atentado contra as suas instalações no país, ocorrido nesta segunda-feira. Um carro-bomba explodiu perto da sede da ONU em Bagdá, matando o suicida e um guarda iraquiano. Pelo menos 12 pessoas ficaram feridas.
O atentado ocorreu no mesmo local em que, no dia 19 de agosto, uma bomba matou mais de 20 pessoas, incluindo o representante especial da ONU junto ao Iraque, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello.
Uma porta-voz da ONU no Iraque disse que a organização não deve se retirar por completo do país, mas provavelmente vai reduzir suas operações. Ela afirmou que a decisão deve afetar os programas humanitários da ONU.
Enquanto a tensão continua no Iraque, um acordo diplomático parece estar mais próximo na sede da ONU em Nova York, com a França e os Estados Unidos dialogando sobre o futuro do Iraque.
Constituição
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que falará à assembléia nesta terça-feira, afirmou que gostaria de ver a ONU envolvida na elaboração de uma constituição para o Iraque, que iria prever a realização de eleições no país.
Já o presidente da França, Jacques Chirac, disse que a França não vetaria uma resolução proposta pelos Estados Unidos ao Conselho de Segurança sobre o futuro do Iraque.
A França, juntamente com a Alemanha, vem pedindo uma transferência de poder no Iraque dos americanos para os iraquianos.
A explosão desta segunda-feira aconteceu às 8h da manhã, hora local (1h, horário de Brasília).
Vários carros ficaram destruídos e ambulâncias correram para o local da explosão. Militares cercaram a área em seguida.
Um correspondente da BBC em Bagdá disse que o prédio da ONU estava vazio quando aconteceu a explosão.
O incidente ocorreu um dia após três soldados americanos terem sido mortos no mais recente ataque contra tropas americanas no Iraque.