O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, abriu uma mesa redonda sobre terrorismo com chefes de Estado e de governo em Nova York dizendo que "a força militar sozinha" não derrota o terror. "Temos que ganhar corações e mentes."
A declaração foi feita na abertura da conferência "Combatendo o Terrorismo em prol da Humanidade", no primeiro compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos Estados Unidos.
"Terrorismo é uma ameaça global que nunca pode ser justificada. Nenhum fim pode dar a ninguém o direito de matar civis inocentes. Ao contrário, o uso do terrorismo para buscar qualquer causa, mesmo uma causa útil, apenas mancha essa causa e portanto a prejudica."
Annan afirmou também que é preciso que se entenda o terrorismo como um fenômeno resultante de condições socio-econômicas e de disputas políticas não resolvidas. "A força militar sozinha não é capaz de derrotar o terrorismo."
'Corações e mentes'
"Para combater o terrorismo, nós não podemos apenas combater os terroristas. Nós temos que ganhar corações e mentes", afirmou o secretário-geral da ONU.
"Nós devemos atuar para resolver disputas políticas, nos articular e trabalhar em direção a uma visão de paz e desenvolvimento e promover os direitos humanos, e nós só podemos fazer tudo isso de maneira efetiva se trabalharmos juntos, através de instituições multilaterais, primeiro e acima de tudo através das Nações Unidas."
A mesa redonda sobre terrorismo conta com a presença de chefes de Estado e de governo de países como França, Espanha e Paquistão, além do Brasil.
O presidente americano, George W. Bush, recusou o convite para participar do encontro.