O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, anunciou uma reforma no poderoso Ministério da Defesa para garantir maior representação das diversas etnias do país.
A reforma é um elemento-chave num programa para desarmar muitos comandantes do Afeganistão que mantém milícias privadas até o final do ano.
Levou meses para que o presidente Karzai decidisse como reformaria o órgão.
Observadores dizem que o chefe de Estado ignorou as recomendações de alguns assessores que recomendavam maior presença civil e optou por indicar uma lista de generais que colocou em posições de vice-ministros.
Mas eles dizem que ao fazer isso, Karzai equilibrou a composição étnica do Ministério da Defesa, alinhando-o com o Exército multi-étnico criado por ele.
O ministro da Defesa, Mohammed Qasim Fahim, da etnia tadjique, que liderou a luta da Aliança do Norte contra o Talebã e que apareceu como um obstáculo poderoso à autoridade de Karzai, continuará no cargo.
Mas seu primeiro-vice-ministro e o chefe do Estado Maior do Exército foram substituídos.
Homenagem
Karzai prestou homenagem aos que deixaram os cargos, dizendo que serviram a causa da independência do Afeganistão contra o Talebã e a rede Al-Qaeda com competência e lealdade.
A reforma do Ministério da Defesa é feita um dia antes da partida do presidente para uma viagem de dez dias pelos Estados Unidos, Canadá e Grã-Bretanha.
A reforma do Minsitério é vista como um pré-requisito para a reconstrução do Afeganistão pós-Talebã.
O país tenta desarmar, desmobilizar e reintegrar dezenas de milhares de comandantes e suas milícias.