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EUA iniciam 'faxina' depois do furacão Isabel

As operações de limpeza começaram nos Estados Unidos depois da passagem do furacão Isabel, que matou pelo menos 15 pessoas e deixou milhares sem luz – contabilizando prejuízos de bilhões de dólares.

A passagem do Isabel, com ventos de até 150 quilômetros por hora, arrancou árvores e telhados na costa leste americana.

O presidente George W. Bush chegou a declarar estado de calamidade pública em partes dos Estados da Virgínia e da Carolina do Norte.

Na capital do país, Washington, repartições públicas e museus permaneceram fechados pelo segundo dia consecutivo na sexta-feira.

Os estragos causados pelo furacão foram ainda maiores por causa dos níveis dos rios, que já estavam altos depois de um verão excepcionalmente chuvoso.

A parte histórica da cidade de Alexandria, ao sul de Washington, continua submersa por pelo menos 1,2 metro d'água, e várias estradas foram danificadas por enchentes.

O Departamento de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos fez um alerta para os riscos de desabamentos na Virgínia do Oeste e na Virgínia, em Maryland, na Pensilvânia e em Nova York, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

O Isabel está seguindo rumo ao noroeste a cerca de 30 km/h e deve chegar ao Canadá no domingo.

De acordo com o Departamento de Gerenciamento de Emergências da Virgínia, nove pessoas morreram no Estado, outras duas em Maryland e uma na Pensilvânia.

O jornal The Washington Post disse que 700 mil pessoas na região da capital americana tiveram cortes de energia elétrica.

Alguns turistas foram surpreendidos pelo fechamento os museus e dos monumentos.

"Eu acho que é um pouco exagerado", disse à agência de notícias Associated Press Sandra de Dubovay, uma moradora de Los Angeles que está visitando a capital americana.

"Algumas pessoas têm apenas um dia aqui. É frustrante", completou.

Milhares de vôos também foram cancelados, e todos os três aeroportos na região de Washington foram fechados.

Fred Gentry, morador da cidade de Kitty Hawk, no litoral da Carolina do Norte, descreveu como o furacão destruiu sua casa.

"A parede literalmente foi dividida em dois, horizontalmente", disse ele à agência France Presse. "Ele simplesmente entrou, levando os móveis com ele."