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Congresso dos EUA debate imposição de sanções à Síria

O Congresso dos Estados Unidos começou a debater se deve ou não impor sanções à Síria.

Os parlamentares estão examinando uma proposta de legislação que acusa Damasco de apoiar o terrorismo e de desenvolver armas de destruição em massa, além de condenar a presença militar síria no Líbano.

Conhecida como Ato pela Responsabilidade Síria e Restauração da Soberania Libanesa, o projeto de lei propõe que o governo sírio mude de atitude ou seja submetido a sanções americanas.

Durante uma visita à Síria este ano, depois de deflagrada a guerra no Iraque, o secretário de Estado americano, Colin Powell, fez uma advertência aos líderes sírios.

Nesta terça-feira, o funcionário do Departamento de Estado, John Bolton, disse que a Síria representa uma dupla ameaça à segurança internacional porque segundo Bolton, "o país apóia o terrorismo e realiza esforços para adquirir armas químicas, biológicas e possivelmente nucleares".

Refúgio

Powell disse que a Síria não deveria dar refúgio a membros do regime de Saddam Hussein ou permitir que voluntários atravessassem a fronteira com o Iraque para lutar contra americanos e britânicos.

Na segunda-feira, Powell disse que a Síria não atendeu inteiramente aos pedidos de cooperação.

"Até agora, os líderes sírios não reagiram com o rigor esperado...como eu teria preferido, assim, o Congresso está debatendo o Ato (pela Responsabilidade Síria e Restauração da Soberania Libanesa)", disse.

O ministro do Exterior sírio, Farouq al-Shara, respondeu dizendo que atenderia a qualquer pedido de ajuda "razoável" feito pelos Estados Unidos.

O analista de Oriente Médio da BBC, Roger Hardy, disse que o governo Bush não tem apoiado a proposta de legislação até agora porque Powell sente que, caso o projeto seja aprovado, isso o deixaria de mãos atadas.

Mas Hardy acrescenta que o governo americano não se opõe completamente ao uso de ameaças de sanção como um instrumento de persuasão.