Um homem entrou nesta terça-feira na empresa em que trabalhava em Nagoya, no Japão, tomou como reféns o seu chefe e outros empregados e depois causou uma explosão no prédio que deixou três mortos, entre eles o próprio seqüestrador. Mais de 20 pessoas ficaram feridas.
Noboru Beppu, funcionário de 52 anos da empresa de entregas Keikyubin, estaria armado com uma faca, um arco e flecha e um barril de querosene. Ele estaria reivindicando o pagamento de três meses de salário atrasado.
Enquanto a polícia tentava negociar com Beppu, o seqüestrador encheu a área de querosene e botou fogo no barril de combustível.
As câmeras de televisão captaram o momento da explosão (por volta das 13h no Japão, 1h em Brasília), quando os destroços dos vidros caíram como chuva na rua e a fumaceira negra subiu em direção ao céu.
'Vermelho'
"As persianas foram sugadas, e o andar inteiro ficou vermelho", disse Koji Hirano, um bancário que passava pelo local.
Os bombeiros levaram duas horas para acabar com o fogo.
Segundo a polícia, os três mortos são o seqüestrador, o seu chefe e um policial que tentava negociar a rendição.
Outros policiais, jornalistas, bombeiros e até curiosos que estavam no local ficaram feridos.
O número de mortos poderia ter sido bem maior se o seqüestrador não tivesse libertado sete reféns durante as negociações.