Líderes republicanos na Califórnia, nos Estados Unidos, reagiram com indignação à decisão judicial que determinou o adiamento das eleições para governador do Estado.
No pleito que ocorreria no dia 7 de outubro, em duas partes, os eleitores da Califórnia seriam primeiro indagados se gostariam de substituir o atual governador, o democrata Gray Davis, para depois indicarem quem seria o seu substituto.
O motivo do plebiscito é a insatisfação de parte da opinião pública californiana com a maneira como Davis vem administrando a crise econômica do Estado.
O adiamento da eleição foi provocado por uma longa disputa legal sobre o uso de máquinas antiquadas em diversos postos de votação, semelhantes às usadas na Flórida e que causaram uma crise constitucional na eleição presidencial há três anos.
Grupos de defesa dos direitos civis dizem que o uso de máquinas antigas significaria que os votos de muitos eleitores negros e hispânicos não seriam computados.
Apelação
Mas os republicanos dizem que qualquer atraso iria beneficiar Gray Davis.
Seu principal oponente, o ator Arnold Schwarzenegger, descreveu a decisão como "polticamente motivada" e exigiu que o Estado apelasse contra a decisão judicial.
Ele disse que iria "continuar vigorosamente a fazer campanha para governador. O povo falou e suas palavras deveriam - e vão - prevalecer", disse Schwarzenegger.
O senador pela Califórnia, Tom McClintock, disse que tratava-se de uma "decisão ultrajante tomada por uma corte ultrajante".
Funcionários do Estado da Califórnia vão anunciar, nessa segunda-feira, se eles entrarão com um apelo contra a decisão da corte.