O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve votar nesta terça-feira uma resolução sobre a decisão de Israel de "remover" o líder palestino Yasser Arafat.
A votação acontece um dia depois que diplomatas israelenses e palestinos se agrediram verbalmente durante um debate sobre o tema.
Durante um discurso na segunda-feira, o embaixador de Israel para as Nações Unidas, Dan Gillerman, chamou o líder palestino de "terrorista profissional", levando o representante palestina no encontro a abandonar a sessão.
Israel encarou uma condenação praticamente global por conta do anúncio, na última quinta-feira, do governo de Israel de, "em princípio", expulsar o líder palestino, Yasser Arafat, de Ramallah, na Cisjordânia.
Desequilíbrio
"Ele (Arafat) está no comando daqueles que têm apoiado mega ataques terroristas, no estilo do atentado contra o World Trade Center, que levou a região à catástrofe", disse Gillerman na sessão de segunda-feira.
O representante palestino, Nasser Al-Kidwa, chamou o discurso de Gillerman de "lixo puro".
A resolução, que é apoiada pela Síria, determina que Israel não provoque nenhuma ação hostil contra Arafat ou deporte o líder palestino.
Os Estados Unidos dizem que não estão preparados para apoiar a resolução na sua forma presente porque o texto não condena a violência perpetrada por grupos militantes palestinos e é "muito desequilibrada" contra Israel, de acordo com o embaixador americano para as Nações Unidas, John Negroponte.
A Síria já modificou um pouco da linguagem da resolução, numa tentativa de ampliar o apoio à medida e impedir o veto dos Estados Unidos.
Uma frase foi acrescentada à proposta para expressar "profunda preocupação" em relação à recente escalada da violência na região.