O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, informou neste sábado que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança concordaram com uma proposta de transferência de poder a iraquianos o mais breve possível. Mas nenhuma data específica foi mencionada.
O anúncio foi feito após um reunião formal entre representantes do cinco países-membros do Conselho em Genebra, na Suíça, com o objetivo de tentar alcançar um acordo sobre o futuro e a reconstrução do Iraque.
O encontro presidido pelo secretário-geral da ONU Kofi Annan, reuniu os ministros das Relações Exteriores de França, Rússia, China, Grã-Bretanha e o secretário de Estado americano, Colin Powell.
Mas de acordo com Annan, vários pontos ainda precisam ser avaliados, e os ministros deverão voltar a se reunir na próxima semana em Nova York, sede da ONU.
Em uma entrevista a jornalistas, no final da reunião, Powell disse que a trasnferência precisa ser feita de "forma responsável".
Pressão
A proposta de transferência de poder, apresentada inicialmente pela França, foi descrita por Powell na sexta-feira como "totalmente irrealista".
Segundo os franceses, um governo provisório deveria ser organizado até outubro no Iraque, o esboço de uma constituição até o fim deste ano, e a realização de eleições não deveria ultrapassar o segundo trimestre de 2004.
Os Estados Unidos apresentaram uma proposta de resolução ao Conselho de Segurança para criar uma força internacional no Iraque com o objetivo de diminuir a pressão sobre as tropas americanas.
Mas o governo de George W. Bush quer que as forças tenham um comandante americano e já informou que não está preparado para ceder o comando militar à ONU.
Segurança
Alguns países-membros do Conselho como por exemplo Alemanha, França e Rússia mostraram-se relutantes para aprovar qualquer resolução sobre o Iraque que possa ser interpretada como uma bênção à guerra no país.
Após a reunião da ONU, Powell deve embarcar para o Kwait e o Iraque em visita oficial.
A questão da segurança no país deve ser uma das prioridades na agenda de Powell, que é o funcionário americano de mais alto escalão a visitar o Iraque desde a queda do regime de Saddam Hussein em abril pela coalizão militar liderada pelos Estados Unidos.