Uma enorme nuvem de fuligem encobriu a capital de Portugal, Lisboa, depois que florestas a pelo menos 15 km da cidade foram atingidas por incêndios.
Os serviços de atendimento de emergência foram inundados de chamadas de pessoas reclamando de problemas respiratórios e irritação nos olhos.
As autoridades de saúde portuguesas pediram para que os habitantes de Lisboa não saiam de casa e fechem as janelas, apesar do calor – a temperatura máxima neste sábado foi de 37ºC.
Além deste incêndio, que atinge a área de Loures, ao norte da capital, outros fogos estão consumindo florestas no norte e no sul de Portugal.
Onda de calor
Em julho, uma onda de calor ajudou vários focos de incêndio a se espalharem pelo país.
Os fogos destruiram cerca de 11% das florestas portuguesas e pelo menos 18 pessoas morreram por causa dos incêndios, segundo o Ministério da Agricultura.
O primeiro-ministro português, José Manuel Durão Barroso, disse que os incêndios são criminosos.
Mas alguns ambientalistas atribuem a culpa à má administração das zonas florestais do país.