O conselho eleitoral da Venezuela, indicado pela Justiça, rejeitou nesta sexta-feira uma petição assinada por milhões de cidadãos do país que pedia um referendo sobre o mandato do presidente Hugo Chávez.
De acordo com a agência Associated Press, o documento não foi aceito porque as assinaturas foram recolhidas antes do dia 19 de agosto, a metade do mandato de Chávez.
Com a decisão, se a oposição quiser levar adiante referendo, terá que começar do zero outro abaixo-assinado.
A oposição esperava que o referendo ocorresse ainda neste ano, mas, com a decisão judicial, essa hipótese fica praticamente impossível.
Califórnia
De acordo com a Associated Press, antes de a decisão ter sido anunciada, Hugo Chávez demonstrou confiança e disse que "referendo, neste ano, só na Califórnia".
A Constituição da Venezuela permite que cidadãos apresentem uma petição pedindo referendo sobre a permanência do presidente no poder.
Mas isso tem que ser feito depois da metade do mandato de seis anos.
O autor da petição tem que ter assinatura de 20% do eleitorado, ou 2,4 milhões de pessoas.
Representantes da oposição afirmaram ter conseguido 3,2 milhões de assinaturas.