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Japão condena fuzileiro naval dos EUA por estupro

Um tribunal japonês condenou o fuzileiro naval americano José W. Torres, de 21 anos, a três anos e meio de prisão pelo estupro de uma jovem na ilha de Okinawa, no sul do país.

O caso aumentou a insatisfação dos japoneses com a presença militar maciça dos americanos no Japão.

O soldado Torres se declarou culpado das acusações de estupro e agressão.

Ele foi entregue pelas autoridades militares americanas às autoridades japonesas antes mesmo de ter sido indiciado formalmente – em uma medida que parece ter sido feito sob medida para dissipar a irritação criada com o caso.

Sob o atual acordo entre os dois países, os Estados Unidos não são obrigados a entregar suspeitos antes que o indiciamento formal seja concretizado.

Precedentes

Uma série de crimes cometidos por soldados americanos – entre eles, o estupro de uma menina em 1995 por três militares – provocou pedidos de remoção e de diminuição da presença americana no país, embora muitos japoneses reconheçam a importância econômica dessa presença.

Cerca de 26 mil dos 48 mil soldados americanos no Japão estão lotados nos arquipélagos ao sul do país, apesar de a região representar menos de 1% da área japonesa.

O soldado Torres foi condenado pelo ataque e estupro de uma jovem de 19 anos no dia 25 de maio.

Os promotores pediram cinco anos de prisão, alegando que Torres esmurrou o rosto da moça, quebrando seu nariz, antes de violentá-la em uma rua na cidade de Kin.

O juiz Nobuyuki Yokota classificou o crime de "perverso", segundo a agência de notícias France Presse.

"Os sentimentos da família e da vítima que exigem punição são naturais, e não posso ignorar a ansiedade criada entre os vizinhos e cidadãos em geral", afirmou Yokota.