O diretor-geral da BBC, Greg Dyke, foi chamado a depor no inquérito que investiga as circunstâncias da morte do especialista em armas britânico David Kelly.
Dyke vai prestar depoimento na segunda-feira como parte de um grupo de novas testemunhas, segundo o anúncio feito na Corte Real de Justiça, em Londres, nesta sexta-feira.
O marechal Joe French, ex-chefe de inteligência no Ministério da Defesa, também deverá depor.
Segundo funcionários que trabalham na organização do inquérito, presidido pelo juiz Brian Hutton, os detalhes de outras testemunhas a serem chamadas a depor na segunda fase das investigações serão anunciadas na segunda-feira.
Na segunda fase, o juiz deve convocar testemunhas que depuseram no início do inquérito para voltar ao tribunal com o objetivo de prestar esclarecimentos.
Dossiê
Na lista de testemunhas que vão depor na segunda-feira também estão o ex- subchefe de inteligência Tony Cragg e Richard Scott, do Defence Science and Technology Laboratory.
Dyke vai ser perguntado sobre a disputa entre a BBC e o governo com relação à reportagem do jornalista Andrew Gilligan que sugeria que o governo britânico tinha "maquiado" o dossiê sobre armas do Iraque para reforçar a posição pró-guerra.
O marechal French era o chefe do Grupo de inteligência do ministério da Defesa(DIS na sigla em inglês) quando foi feito o rascunho do dossiê.
Ele também integrava o Comitê Conjunto de Inteligência, que avaliou quais informações deveriam ser incluídas no dossiê.
Informações adicionais
O ministro da Defesa, Geoff Hoon, deve estar entre as testemunhas chamadas a dar informações adicionais.
Há indicações que o primeiro-ministro Tony Blair, seu ex-diretor de Comunicações (que pediu demissão), Alastair Campbell, o presidente do Comitê, John Scarlett, e Andrew Gilligan seriam possíveis candidatos um novo depoimento.
Na semana passada, o juiz Hutton disse que o fato de uma testemunha estar sendo chamada pela segunda vez não significava necessariamente que ela seria criticada em seu relatório.
Hutton pretende escrever o relatório final depois de novo recesso, em 25 de setembro.