O Ministério da Saúde da Itália publicou uma estimativa nesta quinta-feira de que 4 mil idosos morreram neste verão em decorrência da onda de calor européia.
Entre 16 de julho e 15 de agosto, mais de 34 mil pessoas acima de 65 anos morreram no país. No mesmo período de 2002, foram quase 30 mil.
O ministério vinha se recusando a divulgar esses números, dizendo que é impossível calcular quantas das mortes a mais foram causadas pelo calor.
No entanto, o governo teve que se render às pressões da imprensa.
A onda de calor elevou a temperatura a patamares constantemente acima dos 40 graus em algumas partes da Europa e levou a um aumento no número de mortos em vários países.
Na França, calcula-se que mais de 11 mil pessoas tenham morrido em conseqüência do calor excessivo e da incapacidade do sistema de saúde de atender esses casos.
Investigação
O Ministério da Saúde italiano abriu uma investigação sobre as mortes no fim de agosto.
Nesta quinta-feira, um representante do Instituto Superior de Saúde, Donato Greco, disse que não seria possível culpar o calor pelo aumento de mortes sem maiores estudos.
No entanto, ele admitiu que há alguma relação entre eles.
Na Itália, as temperaturas começaram a subir em junho e ultrapassaram os 40 graus em julho e agosto.
Em geral, fez mais calor na Itália do que na França, o que levou a falta d'água e grandes queimadas.