O gabinete de segurança de Israel decidiu "em princípio" expulsar o presidente palestino, Yasser Arafat, de Ramallah, na Cisjordânia.
A decisão do gabinete de segurança, no entanto, não determina nenhuma ação concreta para a expulsão.
Uma das fontes ouvidas pela agência Reuters diz que o gabinete deve pedir ao Exército israelense que prepare um plano para a expulsão do presidente palestino.
A decisão de não expulsar Arafat imediatamente teria sido tomada com medo de uma oposição americana.
Atentados
A notícia surge depois de dois atentados contra alvos israelenses que deixaram pelo menos 15 mortos nesta semana.
O principal assessor de Arafat, Nabil Abu Rudeina, disse à agência France Presse que Israel "vai pagar um alto preço" se expulsar o presidente palestino.
Uma outra autoridade palestina, ouvida pela Reuters, disse que "machucar ou expulsar Arafat vai desestabilizar a região e levar apenas tragédia ao povo israelense".
Segundo o Canal 2 de Israel, o texto da decisão do gabinete de segurança israelense diz que "Arafat é um obstáculo à paz e Israel vai agir para remover esse obstáculo".