O secretário da Defesa americano, Donald Rumsfeld, disse na segunda-feira que os Estados Unidos têm de ir atrás de "terroristas" ao redor do mundo.
Falando na volta de uma visita que fez ao Afeganistão, Rumsfeld apoiou o pedido de US$ 87 bilhões feito pelo presidente George W. Bush para continuar as operações lá e no Iraque.
Bush, que fez o pedido em um discurso de TV à nação no domingo à noite, tem sido criticado por seus oponentes por causa da grande quantia de dinheiro pedida.
Ele disse que o dinheiro é necessário para cuidar da segurança e da reconstrução no Iraque, que ele descreveu como "a frente central" na chamada guerra contra o terrorismo.
Falando depois de uma turnê pelo Afeganistão e pelo Iraque, Rumsfeld disse que os Estados Unidos não podem simplesmente defender o seu território.
"Nós temos temos que nos lembrar que essa é uma guerra global contra o terrorismo. É um novo tipo de guerra, e o princípio fundamental é o princípio que o presidente Bush apresentou. Você tem de tentar se defender, mas você também tem que ir atrás dos terroristas, encontrar o esconderijo deles e acabar com a sua estrutura", afirmou.
'Impressão falsa'
Mas o discurso de Bush tem sido criticado por seus oponentes por misturar as questões do Iraque e do terrorismo.
"(O senhor Bush) deixou deliberadamente uma falsa impressão: primeiro, que Saddam Hussein teve alguma coisa a ver com os ataques do dia 11 de setembro e, segundo, que havia terroristas trabalhando ativamente no Iraque", disse Howard Dean, atualmente o favorito pré-candidato democrata.
"Não há evidência para nenhuma dessas duas afirmações, além de algumas evidências apenas circunstanciais", disse ele.
No seu primeiro discurso à nação desde que declarou o fim dos principais conflitos no Iraque, Bush apelou por ajuda internacional para resolver os problemas de segurança no país.
Ele disse que as Nações Unidas tinham a "responsabilidade" de assumir um maior papel no Iraque.
O governo americano apresentou uma proposta de resolução ao Conselho de Segurança da ONU em uma tentativa de garantir uma força multinacional para o iraque a aumentar o envolvimento da ONU no futuro político do país.
Mas a proposta de resolução foi criticada pela França, Alemanha e Rússia.
Esses países, que se oposeram à ação militar liderada pelos Estados Unidos no Iraque, reclamam que a resolução não dá à ONU ou ao povo iraquiano poder suficiente.