Soldados israelenses mataram pelo menos três palestinos durante uma operação nesta terça-feira contra supostos militantes na cidade de Hebron, na Cisjordânia, segundo autoridades de Israel.
Soldados invadiram um prédio de apartamentos que esteve cercado durante várias horas e mataram a tiros dois palestinos que estavam em uma lista de procurados.
Antes disso, um garoto palestino morreu depois de ferido por artilharia de tanques que atiravam contra o mesmo prédio, que tem oito andares.
Autoridades palestinas afirmam que o menino foi atingido por um pedaço de projétil lançado pelos tanques israelenses contra o prédio, onde membros do grupo militante Hamas estariam escondidos.
Um atirador palestino ficou ferido e foi capturado durante a troca de tiros com soldados israelenses.
Segurança
Um pouco antes do incidente, os Estados Unidos haviam afirmado que o primeiro-ministro palestino indicado, Ahmed Korei, precisa agir para garantir a segurança na região e manter vivo o processo de paz no Oriente Médio.
Na segunda-feira, o secretário de Estado americano, Colin Powell, disse que Korei tem de se comprometer em "combater o terrorismo" e precisa de autoridade política e apoio financeiro para isso.
Ahmed Korei, também conhecido como Abu Allah, foi indicado como novo primeiro-ministro pelo presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.
O premiê indicado disse que o apoio dos Estados Unidos é uma das condições para que aceite o cargo.
O governo americano afirmou que a nomeação é uma questão interna, mas o cônsul-geral dos Estados Unidos em Jerusalém, que se encontrou com Korei na segunda-feira, enfatizou que a prioridade para Washington é que o novo premiê consiga controlar a questão da segurança.
Autoridades palestinas disseram que Ahmed Korei aceitou o cargo de primeiro-ministro na segunda-feira. Mas o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, afirmou que a decisão ainda não foi anunciada formalmente.
Korei foi indicado pelo presidente Yasser Arafat depois da renúncia de Mahmoud Abbas – também conhecido como Abu Mazen. Korei é membro do movimento Fatah, de Yasser Arafat, e ajudou a negociar os acordos de Oslo, há dez anos.
O nome dele ainda tem que ser aprovado pelo Parlamento, que deve se reunir nos próximos dias.