As forças de segurança de Israel estão em estado de alerta máximo devido aos temores de uma vigança de militantes palestinos, após a tentativa israelense de matar o líder espiritual do grupo Hamas, xeque Ahmed Yassin.
Yassin ficou levemente ferido tal como pelo menos outras 18 pessoas no ataque aéreo.
Líderes do Hamas e o xeque Ahmed Yassin, alertados pelo som da aeronave, deixaram a casa onde estavam alguns momentos antes do avião despejar uma bomba no local.
Xeque Ahmed Yassin foi levado para o hospital, de acordo com testemunhas.
Yassin disse após o ataque que Israel e o primeiro-ministro, Ariel Sharon, iriam pagar "um alto preço pelo crime".
Fronteiras
A segurança foi reforçada em áreas consideradas de risco em Jerusalém e as fronteiras israelenses com a Faixa de Gaza e a Cisjordânia foram fechadas.
Israel teme que militantes radicais palestinos entrem em território israelense para vingar o ataque ocorrido na noite de sábado.
Em meio ao clima tenso criado com o pedido de demissão do primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, no sábado, os Estados Unidos anunciaram que vão continuar apoiando o plano de paz para o Oriente Médio.
O governo americano, no entanto, se recusa a negociar com o presidente palestino, Yasser Arafat.
Ainda neste domingo, Arafat deve discutir a crise com deputados do Parlamento palestino e com integrantes do movimento Fatah, do qual é líder.
Ataques
A tentativa de assassinar o xeque Ahmed Yassin foi o último dos ataques israelenses contra suspeitos de integrarem o Hamas, após o atentado suicida que matou mais de 20 pessoas em Jerusalém.
Pelo menos 11 militantes do Hamas e quatro outras pessoas foram mortas desde o dia 21 de agosto, data do atentado suicida.
O governo de Israel vem prometendo “uma cruel guerra contra o Hamas”. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse que os líderes do Hamas “estavam marcados para morrer”.
“Nós não vamos dar a eles um momento de descanso,” disse Sharon ao jornal israelense Yediot Ahronot.
“Nós vamos continuar as buscas porque eles possuem apenas um objetivo: a destruição de Israel”, completou o primeiro-ministro.