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Arafat aceita a renúncia do premiê Abbas

Autoridades palestinas disseram que o presidente Yasser Arafat aceitou a renúncia do primeiro-ministro Mahmoud Abbas, que pediu demissão neste sábado.

A renúncia de Abbas ocorre depois da disputa por poderes entre ele e Arafat, vista nos últimos dias, e aprofunda a crise no plano de paz do Oriente Médio. Os dois líderes brigavam pelo controle das forças de segurança.

O premiê vai permanecer como chefe de um governo interino pelas próximas cinco semanas. Especula-se que Arafat pode pedir que Abbas forme e lidere um novo gabinete permanente.

Em uma declaração, Abbas reclamou da incitação interna contra o seu governo e das obstruções ao seu trabalho.

Há mais de três meses no cargo, a nomeação de Abbas foi uma das condições impostas pelos Estados Unidos para patrocinar um plano de paz entre palestinos e israelenses.

O gabinete do premiê israelense, Ariel Sharon, já disse que não aceitará uma Autoridade Palestina controlada por Arafat. O secretário de Segurança Nacional americano, Tom Ridge, afirmou que a saída de Abbas atrasaria a retomada das negociações de paz.

A União Européia afirmou que a renúncia é grave. O responsável pela política externa do bloco, Javier Solana, foi para o Egito para encontros com líderes árabes e pode também visitar os territórios palestinos ocupados.

A Liga Arábe colocou a culpa pela renúncia em Israel.

Segundo um correspondente da BBC, o premiê Abbas, também conhecido como Abu Mazen, perdeu força política em meio a pressão de todos os lados. Os israelenses e americanos exigiam a repressão aos grupos militantes, e os palestinos queriam que ele fosse mais duro nas negociações de paz.