O governo de Hong Kong desistiu de apresentar o projeto de uma lei anti-subversão que provocou protestos em massa no território.
O líder político de Hong Kong, Tung Che-hwa, anunciou que os planos para introduzir a controversa lei foram suspensos por tempo indeterminado.
"Nós não temos um cronograma para o processo", afirmou.
Na maior manifestação popular contra a lei, cerca de 500 mil pessoas tomaram as ruas em julho para protestar contra o que consideravam violações de liberdades políticas e religiosas.
O governo do território já havia retirado a lei de votação depois dos protestos, mas o debate sobre a sua aplicação continuava.
China
Se a lei fosse aprovada, Hong Kong teria amplos poderes para proibir atos de "traição" e "subversão" contra o governo chinês, como roubo de segredos de Estado.
Também estava prevista a criação de normas para proibir que organizações estrangeiras realizassem atividades políticas na região.
A instituição dessas punições estava prevista na "miniconstituição" escrita para Hong Kong em 1997, quando a antiga colônia britânica foi devolvida à China.
Os críticos da lei temiam que o governo chinês a usasse para limitar a liberdade da população no território.
No entanto, a dimensão dos protestos assustou a própria China.
A polêmica em torno da lei causou a pior crise política no território desde 1997.
Dois ministros do governo renunciaram em meio à controvérsia e o próprio Tung foi pressionado a renunciar.
A fim de deixar a disputa para trás, o líder político do território disse que deverá se concentrar agora na recuperação da economia de Hong Kong.