Os Estados Unidos e dez de seus aliados irão em frente com os planos para interceptar navios suspeitos de carregar armas de destruição em massa apesar de um alerta da China de que a medida pode ser ilegal.
O acordo, firmado em Paris, endossa a Iniciativa de Segurança em Proliferação (PSI, na sigla em inglês), anunciada pelo presidente americano, George W. Bush, no início do ano, com o objetivo de acabar com as armas de destruição em massa.
Os 11 países que participaram das negociações concordaram em interceptar navios, forçar aviões a pousar e inspecionar qualquer carregamento suspeito de conter armas químicas, biológicas ou nucleares.
Os parceiros irão realizar uma série de dez exercícios conjuntos – começando na próxima semana no Oceano Pacífico, envolvendo navios dos Estados Unidos, Austrália, Japão e França, simulando uma intercepção.
Eles também tentarão fazer com que outros países se juntem ao grupo e devem realizar o próximo encontro em Londres no mês que vem.
A China criticou a iniciativa, dizendo que a medida irá violar as leis internacionais.
"A melhor maneira de prevenir a proliferação de armas de destruição em massa é o diálogo", disse o ministro do Exterior chinês.
ONU
"Nós entendemos as preocupações de alguns países em relação às armas de destruição em massa, mas muitos países ainda questionam a eficiência e a legitimidade de uma medida dessas", afirmou.
Em resposta às críticas, o chefe da delegação americana disse que o grupo poderá vir a pedir a aprovação do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), caso se chegue à conclusão de que os países não têm a devida autoridade para certas medidas.
"O que nós pretendemos fazer é consistente com as autoridades nacionais e internacionais", disse o subsecretário de Estado americano para controle de armas e segurança internacional, John Bolton, depois da rodada de negociações em Paris.
O grupo afirma que medidas novas e mais concretas devem ser implantadas pela comunidade internacional por causa dos esforços cada vez mais agressivos dos "proliferadores.... para lucrar com o negócio".
Coréia do Norte
Ainda que os esforços da PSI não sejam destinados a nenhum país específico, Bolton reconheceu que o programa nuclear da Coréia do Norte é uma das principais preocupações, segundo a agência de notícias Associated Press.
Em dezembro do ano passado, a Espanha interceptou um navio da Coréia do Norte que levava mísseis do tipo Scud e entregou a embarcação aos Estados Unidos.
O governo do Iêmen afirmou que havia encomendado os mísseis, e o governo americano permitiu que o navio seguisse para o país depois de concluir que o carregamento não contrariava nenhuma lei.