As autoridades da Grã-Bretanha decidiram fechar a embaixada do país no Irã, nesta quarta-feira, depois que pelo menos cinco tiros foram disparados contra o prédio em Teerã.
Os tiros danificaram algumas janelas, mas ninguém ficou ferido.
Um porta-voz do Ministério do Exterior britânico disse à agência de notícias Reuters que os tiros, disparados de uma rua próxima, “atingiram escritórios no primeiro e segundo andares do edifício”. Ele confirmou também que a embaixada foi fechada “temporariamente”.
Horas antes, o Irã havia anunciado que estava pedindo o retorno temporário a Teerã do seu embaixador em Londres, aparentemente devido a uma disputa envolvendo os dois países.
Motivação “política”
O embaixador, Morteza Sarmadi, estaria voltando ao Irã depois de não ter conseguido obter concessões do governo britânico no caso da prisão, na Grã-Bretanha, de um ex-diplomata iraniano cuja extradição havia sido pedida pelo governo argentino.
O ex-diplomata Hadi Suleimanpour é acusado pela Justiça argentina de ter envolvimento com o atentado em um centro freqüentado pela comunidade judaica de Buenos Aires, em 1994.
Naquela época, Suleimanpour era o embaixador do Irã na Argentina.
O presidente do Irã, Mohammad Khatami, disse que a prisão do ex-embaixador foi politicamente motivada.
Oitenta e cinco pessoas morreram no atentado em Buenos Aires.
Em julho, o presidente argentino, Néstor Kirchner, disse que a falta de progresso no caso era uma “desgraça nacional” e prometeu levar os responsáveis à Justiça.