O governo do Irã disse estar investigando o ataque desta quarta-feira à embaixada da Grã-Bretanha em Teerã.
As autoridades britânicas decidiram fechar o edifício após ele ter sido atingido por pelo menos seis tiros - aparentemente, dois homens numa moto foram os autores dos disparos.
Os tiros danificaram algumas janelas, mas ninguém ficou ferido. As autoridades de Teerã disseram que estão aumentando a segurança no local.
Um porta-voz do Ministério do Exterior britânico disse à agência de notícias Reuters que os tiros, disparados de uma rua próxima, “atingiram escritórios no primeiro e segundo andares do edifício”.
Motivação “política”
O embaixador britânico no país, Richard Dalton, disse que o incidente é grave e que a embaixada permanecerá fechada por tempo indeterminado.
Horas antes, o Irã havia anunciado que estava pedindo o retorno temporário a Teerã do seu embaixador em Londres, aparentemente devido a uma disputa envolvendo os dois países.
O embaixador, Morteza Sarmadi, voltou ao Irã depois de não ter conseguido obter concessões do governo britânico no caso da prisão, na Grã-Bretanha, de um ex-diplomata iraniano cuja extradição havia sido pedida pelo governo argentino.
O ex-diplomata Hadi Suleimanpour é acusado pela Justiça argentina de ter envolvimento com o atentado em um centro freqüentado pela comunidade judaica de Buenos Aires, em 1994.
Naquela época, Suleimanpour era o embaixador do Irã na Argentina.
O presidente do Irã, Mohammad Khatami, disse que a prisão do ex-embaixador foi politicamente motivada.
Oitenta e cinco pessoas morreram no atentado em Buenos Aires.
Em julho, o presidente argentino, Néstor Kirchner, disse que a falta de progresso no caso era uma “desgraça nacional” e prometeu levar os responsáveis à Justiça.