O Parlamento da Coréia do Norte endossou a decisão do governo de fortalecer a iniciativa do país em relação à construção de armas nucleares.
A Assembléia Suprema do Povo concordou com a declaração do Ministério de Relações Exteriores norte-coreano, que durante o fim de semana afirmou que a Coréia do Norte não tem outra alternativa a não ser aumentar seu poder nuclear.
A declaração foi divulgada pela agência de notícias oficial do governo, a KCNA.
O Parlamento também considerou "igualmente justo" o anúncio do governo de que o a Coréia do Norte não tem mais interesse em manter negociações sobre seu programa nuclear, de acordo com a agência.
Regime comunista
Também nesta quarta-feira, o Parlamento reelegeu o chefe de Estado norte-coreano, Kim Jong-il, para o importante posto de chefe da área de Defesa do governo.
A medida - que era esperada - foi considerada pela KCNA como um reforço à determinação da Coréia do Norte de frustrar tentativas de outros países de mudar o seu regime comunista.
Durante a sessão parlamentar de quarta-feira, a assembléia disse que tomará "medidas relevantes" para apoiar a decisão do governo de aumentar seu poder atômico.
O legislativo norte-coreano, que conta com 687 membros, disse que o resultado das conversas em Pequim, na semana passada, provaram que os Estados Unidos não querem uma coexistência pacífica com a Coréia do Norte.
Durante o encontro, representantes norte-coreanos se reuiram com integrantes dos governos de Japão, China, Coréia do Sul, Estados Unidos e Rússia.
A declaração do governo pelo reforço de seu programa nuclear foi qualificada pela KCNA como um "mecanismo de auto-defesa para repelir ataques nucleares americanos".