A promotoria de Justiça da Tailândia indiciou formalmente quatro supostos membros de uma organização ativista islâmica, acusados de planejar ataques contra embaixadas e locais de interesse turístico no país.
Segundo o promotor no caso, Niphon Kwanyoo, os quatro tailandeses, acusados de pertencer à organização Jemaah Islamiyah, estavam planejando comandar a realização dos crimes de fora do país.
Maizuru Haiji Abdullah, Mujahid Haiji Abdullah, Waehamadi Wadao e Saman Waekaji estariam buscando pessoas interessadas em levar a cabo os ataques dentro da Tailândia.
A promotoria também está pedindo a Cingapura que extradite um cidadão do país, chamado Arifin bin Ali, para que ele possa responder na Tailândia às mesmas acusações.
Hambali
Três dos tailandeses foram presos em junho, e o quarto se entregou às autoridades do país em julho.
Acredita-se que eles estivessem planejando atentados contra as embaixadas dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha, de Israel e de Cingapura na Tailândia.
Suspeita-se que eles também quisessem atacar áreas turísticas das cidades tailandesas de Bangcoc, Phuket e Pattaya.
O advogado dos quatro tailandeses disse à agência de notícias France Presse que eles não irão aceitar as acusações.
“Eles têm dito que são inocentes desde que foram presos. A polícia anunciou falsamente que eles confessaram os crimes”, disse o advogado, Somchai Neelajit.
De acordo com a agência de notícias Associated Press, os cinco acusados são suspeitos de ter trabalhado com Hambali, aparentemente o chefe de operações da Jemaah Islamiyah na região.
Hambali foi preso na Tailândia no mês passado e é acusado de envolvimento em vários atentados na Ásia, entre eles o ataque na ilha indonésia de Bali, que matou mais de 200 pessoas no ano passado.