A polícia federal americana, FBI, foi encarrecada de investigar a explosão do carro-bomba na cidade iraquiana de Najaf, que deixou pelo menos 95 mortos.
O agente mais graduado do FBI no Iraque, Thomas Fuentes, disse que especialistas vão examinar possíveis ligações entre o ataque de Najaf, o que atingiu o quartel-general da ONU em Bagdá e o realizado contra a embaixada da Jordânia na capital iraquiana, em agosto passado.
Neste domingo, dezenas de milhares de muçulmanos da etnia Shia acompanharam o funeral do aiatolá Mohammed Baqr al-Hakim, morto no ataque de Najaf.
Quatro homens foram presos em conexão com o ataque, próximo a um dos lugares mais sagrados do país para os Shias. Mais de 200 pessoas ficaram feridas.
Iraquianos e sauditas
Os suspeitos seriam ligados ao ex-presidente Saddam Hussein, da cidade de Basra e os outros dois seriam sauditas, de acordo com fontes oficiais.
Segundo Fuentes, o governador de Najaf, Haider Mehadi Mattar, requisitou a investigação do FBI.
Ele afirmou que os agentes vão buscar ligações entre o caminhão que explodiu em frente ao hotel que sediava a ONU em Bagdá no dia 19 de agosto, matando 22 pessoas, e o ataque à embaixada da Jordânia, dia 7 de agosto, que matou pelo menos 14 pessoas.
"Vamos tentar obter traços dos explosivos usados em Najaf e submete-los a exames de laboratório para comparação com traços de outras bombas", disse Fuentes à agência de notícias France Press.
Ele explicou que os resultados vão demorar pelo menos uma semana e que as análises vão ser realizadas em Washington.
Fuentes se recusou a especular sobre quem estaria por trás do ataque em Najaf, mas disse que há vários suspeitos.
"Comece a fazer uma lista. Vários grupos têm esta capacidade. Não há poucas pessoas (no Iraque) capazes de conduzir um ataque com este", disse Fuentes.