Um juiz francês negou um pedido do ativista antiglobalização José Bové para poder participar de manifestações no México durante a cúpula da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Cancún.
O juiz Xavier Puel acatou os argumentos de um promotor público da cidade de Millau, onde Bové vive no sul da França, segundo o qual ele não deveria receber autorização para deixar o país.
Bové, 50, está em liberdade condicional desde o mês passado.
Ele cumpriu seis semanas de uma pena de prisão de dez meses, após a sua condenação por destruir plantações de vegetais transgênicos.
Protestos
O ativista francês fez um chamado por protestos generalizados antes do encontro - de 10 a 14 de setembro - em que ministros de 146 países devem reavaliar o avanço nas negociações pela liberalização comercial.
O advogado de Bové disse que ele recorreria da decisão judicial, mas que ele não conseguiria chegar a Cancún antes do início do encontro.
Bové pretende agora fazer um ato simbólico, em 9 de setembro, numa pequena cidade do sudoeste da França com nome parecido ao do balneário mexicano - Cancon.
Bové, um criador de ovelhas, se tornou um dos mais famosos representantes do movimento internacional contra a globalização.
Jornalistas dizem que na França ele é visto por muitos como um herói.
Sua ascensão rumo ao "estrelato" começou em 1998, quando ele participou da destruição de uma lanchonete do McDonald`s na França.