Pelo menos 17 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na explosão de um carro-bomba perto de uma mesquita na cidade sagrada xiita de Najaf, região central do Iraque.
O atentado aconteceu na saída do Túmulo de Ali, um dos locais religiosos mais importantes do mundo para os muçulmanos xiitas.
Um dos principais líderes políticos xiitas, o aiatolá Mohammad Baqer al-Hakim, estava na cena e, segundo familiares e funcionários, morreu no ataque. Ele dirigia a Assembléia Suprema para a Revolução Islâmica no Iraque, partido apoiado pelo Irã.
O ataque ocorreu num momento de grande movimento de pessoas, após as tradicionais rezas da hora do almoço na sexta-feira.
Nenhum grupo, por enquanto, admitiu a autoria do atentado.
Soterrados
A correspondente da BBC em Bagdá Valerie Jones disse que parte da entrada da mesquita desabou sobre a multidão. Muitas pessoas estariam soterradas sob os escombros.
Jornalistas no país afirmam haver uma disputa de poder interna entre os clérigos conhecidos como Hawza – a cúpula religiosa xiita de Najaf.
Líderes muçulmanos que defendem a cooperação com as tropas dos Estados Unidos se opõem a outros em Najaf que pregam a resistência armada contra os americanos.
No domingo, três pessoas morreram na cidade numa tentativa de assassinato de um líder religioso.
O grão-aiatolá Seyed Mohammed Said al-Hakim sofreu apenas escoriações na explosão em seu escritório, mas dois de seus guarda-costas e um motorista morreram.
Outros xiitas iraquianos disseram que agentes do antigo regime de Saddam Hussein seriam os responsáveis pela ação contra Al-Hakim.