A Justiça britânica confirmou nesta sexta-feira que abrirá um inquérito para investigar a morte da princesa Diana e do milionário Dodi Al-Fayed, namorado dela, seis anos após o acidente de carro em Paris, que matou o casal e seu motorista Henri Paul.
Esta será a primeira vez que audiências oficiais sobre a morte de Diana e Dodi acontecerão na Grã-Bretanha.
O atraso foi atribuído em parte à longa investigação realizada pela Justiça francesa. As autoridades francesas concluíram que o acidente ocorreu porque o motorista havia bebido.
A abertura do inquérito na Grã-Bretanha se deu, em grande parte, pelo esforço do pai de Dodi, Mohammed Al-Fayed, que insistiu que as autoridades britânicas também investigassem o caso.
Conspiração
Segundo o porta-voz, Mohamed Al-Fayed vinha pressionando para uma investigação desde a morte do filho.
O empresário egípcio, dono da famosa loja de departamento Harrods, em Londres, alega que a morte de Diana foi uma conspiração.
Diana, 36 anos, e Al-Fayed, 42, morreram em 1997 quando o carro em que viajavam chocou-se contra um pilar de um túnel em Paris.
O carro estava sendo perseguido por fotógrafos paparazzi.
Os trabalhos serão conduzidos pelo legista Michael Burgess, que trabalha no condado de Surrey, onde morava Dodi Al-Fayed e, é também, encarregado de casos de mortes na realeza britânica.
O inquérito tentará estabelecer os fatos que levaram à morte dos dois, mas não deve indicar culpados.
A demora na abertura do inquérito se deve à longa investigação policial sobre o caso.
As leis britânicas obrigam a abertura de um inquérito quando da repatriação do corpo de um cidadão morto no exterior.
A data para o início dos trabalhos no inquérito sobre a morte de Dodi Al-Fayed ainda não foi divulgada.
Este será o primeiro inquérito sobre acidente fatal envolvendo um membro da Família Real britânica desde 1972.
Na época, o Príncipe William, de Gloucester, foi morto em um desastre de avião.