O administrador americano no Iraque, Paul Bremer, advertiu nesta quarta-feira que serão necessários dezenas de bilhões de dólares para reconstruir a infra-estrutura do país.
Paul Bremer afirmou que "é quase impossível exagerar" as necessidades econômicas do Iraque.
Estima-se que os Estados Unidos já estejam gastando US$ 1 bilhão por semana para manter suas tropas de ocupação no país.
A declaração de Bremer ao jornal americano The Washington Post foi feita num momento em que os opositores do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, condenaram um discurso em que o chefe de Estado defendeu sua política no Iraque.
Bush disse que as forças lideradas pelos Estados Unidos estão fazendo progresso na restauração da ordem no país e reiterou que o que ocorre no Iraque é parte de um conflito mais amplo contra o terrorismo internacional.
Energia elétrica
O administrador americano do Iraque disse que a restauração da rede nacional de energia elétrica do país até a metade do ano que vem vai custar US$ 2 bilhões. Reparar totalmente o sistema custaria US$ 13 bilhões em cinco anos.
O fornecimento de água para todo o país pode custar mais US$ 16 bilhões em quatro anos.
Segundo Paul Bremer, os recursos viriam dos Estados Unidos e de governos estrangeiros.
Quarenta e cinco países já "prometeram dinheiro para a reconstrução", disse Bremer.
A receita do petróleo, o principal produto de exportação do Iraque, ainda é baixa, admitiu o administrador americano, mas a tendência é abrir o país para investimento externo.
Bremer minimizou os ataques a soldados americanos no Iraque, dizendo que eles não representam uma ameaça estratégica.
Pós-guerra sangrento
Na terça-feira o número de soldados americanos mortos no pós-guerra superou o de militares mortos durante o conflito.
Já chega a 139 o número de soldados dos Estados Unidos mortos desde o fim da guerra contra o Iraque, no dia 1º de maio. O saldo de americanos mortos durante a ofensiva militar foi de 138.
O correspondente da BBC em Washington Justin Webb disse que a situação no Iraque está se tornando um dos temas das eleições presidenciais americanas marcadas para o ano que vem.