O governo da Índia está acusando o Paquistão de dar apoio a suspeitos de atos terroristas, um dia após os atentados em Mumbai que mataram pelo menos 50 pessoas.
O vice-primeiro-ministro indiano, Lal Krishna Advani, disse que a condenação do Paquistão ao ataque era "mera formalidade".
Advani disse ainda que as declarações do Paquistão só serão consideradas "honestas" se forem acompanhadas de ações, se referindo a prisão de 19 pessoas procuradas pela Índia.
O vice-primeiro-ministro acusou o Movimento Estudantil Islâmico da Índia (Simi, na sigla em inglês), agindo com o apoio do Lashkar-e-Toiba, como o responsável por uma série de ataques nos últimos meses.
Nenhum grupo assumiu a responsabilidade do atentado de segunda-feira.
A segurança vem sendo reforçada após os ataques que ocorreram no centro financeiro indiano. Além dos mortos, mais de 150 pessoas ficaram feridas.
Segurança
Os atentados também fizeram o governo e a polícia indianos a colocar a cidade de Mumbai em alerta máximo em região próximas de aeroportos, estações de trem, instituições religiosas.
O ataque foi condenado por diferentes autoridades ao redor do mundo, incluindo o Paquistão.
O governo paquistanês qualificou o atentado de "deplorável ataque a civis".
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Anna, descreveu os ataques de segunda-feira como "desprezíveis".
O chefe das Relações Exteriores da União Européia, Javier Solana, disse que não pode haver nenhuma justificativa para atos como o de Mumbai.
O departamento de Estado americano afirmou que os ataques eram atos covardes e que não tinham nenhum sentido.
O correspondente da BBC em Mumbai disse que pequenos grupos de pessoas estão visitando os locais dos atentados, prestando homenagens às vítimas.