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Governo acusa rebeldes de massacrar civis na Libéria

Várias pessoas teriam morrido e vilas teriam sido deliberadamente incendiadas por supostos ataques de rebeldes na Libéria.

O general Benjamin Yeaten, sub-comandante do Exército, disse à agência de notícias AFP que os ataques foram realizados a nordeste da capital, Monróvia.

De acordo com a rádio estatal Liberia Broadcasting System, cerca de mil pessoas teriam morrido, mas não há confirmação de fontes independentes.

Ainda segundo a rádio pública, rebeldes do Movimento pela Democracia na Libéria (Model) foram responsáveis por um "massacre" na cidade de Bahn, perto da fronteira com a Costa do Marfim.

O ministro da Defesa da Libéria, Daniel Chea, disse que não tinha nenhuma informação do suposto incidente.

A força internacional de paz que chegou ao país há pouco mais de três semanas tem conseguido evitar os confrontos na capital, mas não no interior.

O general Yeaten disse à AFP que os dois principais grupos rebeldes do país – Model e Liberianos Unidos pela Reconciliação e Democracia (Lurd) – atacaram a região de Bahn nos últimos dias.

O militar, no entanto, não responsabilizou-os pelas supostas mil mortes.

Governo e rebeldes vêm trocando acusações sobre mortes de civis no interior do país.

O ministro da Defesa disse que o Lurd atacou o centro da cidade de Gbarnga, a 160 quilômetros de Monróvia e também há informações de combates em Harbel, a 65 quilômetros da capital.