Os dois principais grupos rebeldes da Colômbia fizeram um raro comunicado em conjunto em que rejeitam a oferta de negociações de paz feita pelo governo do presidente Álvaro Uribe.
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional acusaram o presidente de ser "inimigo da paz e gerador de miséria" e de levar à frente "políticas fascistas e militaristas".
A declaração em conjunto ocorreu depois de um encontro recente de líderes das duas guerrilhas nas montanhas colombianas.
Os dois grupos rebeldes já chegaram a se enfrentar militarmente no passado, mas o contato entre seus líderes tem aumentado recentemente.
'Operações em conjunto'
Alguns rebeldes disseram à agência de notícias Reuters que os dois grupos vão passar a fazer suas operações militares em conjunto, mas não havia nenhuma informação sobre o assunto no comunicado.
"Enquanto o governo ilegítimo de Álvaro Uribe insistir em suas políticas fascistas e militaristas, nós não avançaremos em nenhum processo de reaproximação política ou diálogo nacional", afirmou o texto da declaração.
O governo do presidente Uribe tem promovido uma política de forte combate aos grupos rebeldes, com o apoio financeiro de mais de US$ 3 bilhões (R$ 9 bilhões) dos Estados Unidos.
O Exército de Libertação Nacional tem cerca de 5 mil membros e se concentra mais na ação política, enquanto as Farc têm 17 mil integrantes e uma potente máquina militar.