Os funcionários da ONU em Bagdá retomaram seus trabalhos neste sábado, ocupando barracas e contêineres instalados próximos às ruínas da sede que estavam ocupando, no hotel Canal.
O hotel foi alvo do atentado desta terça-feira que deixou 23 pessoas mortas, entre elas o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, representante especial da ONU no Iraque.
Um alto funcionário da ONU disse que o trabalho da organização em Bagdá será prejudicado por causa do perigo de novos ataques.
O novo subsecretário-geral para assuntos humanitários da ONU, Jan Egeland, confirmou que os funcionários da ONU em Bagdá vão viajar menos e vão ter que seguir rigorosos procedimentos de segurança.
Embaixada britânica
“Pela primeira vez nós somos alvos de um ataque proposital, e nós agora temos que mudar a forma como trabalhamos”, disse Egeland.
“Nós estamos tirando pessoal (de Bagdá), mas não vamos ser desestimulados; nós vamos continuar com nossa missão humanitária no Iraque”, completou.
As autoridades britânicas determinaram a saída de seus funcionários da embaixada do país na capital do Iraque, depois que surgiu uma ameaça de que o local será alvo de um ataque.
Representantes do Ministério do Exterior britânico informaram ao jornal britânico The Times que os funcionários foram levados para o quartel-general da coalizão que ocupa o Iraque em Bagdá, que está sendo patrulhada por centenas de soldados americanos.
Ainda não se sabe ao certo quando os funcionários da embaixada poderão voltar a suas instalações originais.