O presidente americano, George W. Bush, anunciou que vai congelar os bens de seis importantes figuras do movimento militante palestino Hamas.
A medida inclui ação parecida contra cinco grupos que teriam ajudado o Hamas.
Bush disse que o Hamas, que assumiu a autoria do atentado de terça-feira em Jerusalém, havia reafirmado ser uma organização "terrorista".
A lista de pessoas fornecida pelos Estados Unidos inclui o líder espiritual do Hamas, Sheikh Ahmed Yassin.
Filantrópicas
Há ainda outro importante integrante do movimento, Abdel Aziz Rantisi, além de quatro outros homens baseados na Síria e no Líbano.
As organizações que teriam ajudado o Hamas são o Fundo para Ajuda e Desenvolvimento Palestino, baseado em Londres, e outros grupos baseados na França, Suíça e Áustria.
Há cerca de três meses, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha congelaram os bens da Fundação al-Aqsa, uma organização filantrópica registrada, sob a suspeita de que ela estava canalizando dinheiro para o Hamas.
Em 2001, Washington congelou os bens de três grupos, incluindo outra organização filantrópica nos Estados Unidos, a Fundação para Ajuda e Desenvolvimento Terra Santa.
O enterro de um importante líder do Hamas, Ismail, Abu Shanab, que foi morto por um ataque aéreo israelense na quinta-feira, ocorreu na Faixa de Gaza nesta sexta-feira.
Enquanto milhares de palestinos prometeram se vingar de Israel, os corpos de Shanab e de seus dois guarda-costas foram transportados pelas ruas em uma espécie de procissão, acompanhados por integrantes de milícia vestidos de preto e carregando a bandeira verde do Hamas.
O governo de Israel autorizou represálias contra militantes palestinos após o ataque suicida em Jerusalém, na terça-feira.
Um correspondente da BBC em Gaza diz que graduadas fontes israelenses dizem agora que têm uma lista de nomes de palestinos que eles vão atacar, se for necessário.