Os grupos militantes palestinos Hamas e Jihad Islâmica terminaram seu cessar-fogo depois que um ataque com um míssil israelense na Faixa de Gaza matou um dos principais líderes do Hamas, Ismail Abu Shanab.
Os grupos tinham declarado um cessar-fogo de três meses em junho, mas um ataque a um ônibus em Jerusalém na terça-feira - assumido pelos dois grupos - deixou 20 mortos e mudou o quadro.
O que muitos haviam previsto depois do ataque de terça-feira agora aconteceu.
O frágil cessar-fogo - que pelo menos havia reduzido o nível de violência ao longo das últimas sete semanas - entrou em colapso e, com ele, a última esperança de que o último plano de paz para a região fosse implementado.
Perguntas
O governo de Israel nunca levou o cessar-fogo a sério e argumenta que "tem direito a matar líderes do Hamas, já que a Autoridade Palestina não está conseguindo conter ataques suicidas como o de Jerusalém".
Mas Israel também tem perguntas a responder.
Por que escolheu reviver sua política controversa de assassinar importantes militantes islâmicos, quando se sabia que isso acabaria com o cessar-fogo?
E por que escolher como alvo um homem que não fazia parte do braço militar do Hamas, mas era um graduado líder político, considerado como relativamente pragmático?
Não está claro se o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon recebeu o sinal verde de Washington.
Talvez ele tenha pensado que recebeu.
Mas acontecendo logo depois do ataque à sede da ONU em Bagdá, a morte do cessar-fogo é um retrocesso grave para os esforços do governo de George W. Bush para mudar e dar nova forma ao Oriente Médio.