Soldados de Israel, usando tanques e veículos blindados, ocuparam as cidades de Jenin e Nablus, na Cisjordânia, para procurar por explosivos e militantes extremistas, segundo os israelenses.
A ofensiva foi iniciada na quarta-feira depois de uma reunião do gabinete de governo de Israel, convocada em decorrência do atentado contra um ônibus em Jerusalém, na terça-feira, que deixou 20 mortos.
As forças de Israel também invadiram um campo de refugiados em Tulkarem, onde um palestino foi morto em uma troca de tiros.
Essa foi a maior incursão israelenses em território palestino desde junho, quando os principais grupos palestinos, incluindo o Jihad Islâmico e o Hamas, haviam anunciado uma trégua. O ataque de terça-feira foi reivindicado pelos dois grupos.
Israelenses
Em Hebron, os soldados israelenses demoliram a casa de um dos autores do atentado contra o ônibus em Jerusalém – uma retaliação comum, que visa, segundo os israelenses, enviar uma mensagem a outros ativistas.
A família do autor do ataque já havia se mudado para outra casa, esperando a demolição.
Na reunião desta quarta-feira, o gabinete de governo israelense aprovou uma série de ações com o objetivo de reprimir militantes especificamente do Jihad Islâmico e do Hamas.
Depois do encontro, o governo de Israel voltou a pedir em uma nota que a Autoridade Palestina tome medidas “reais” e “significativas” para conter os extremistas.
O gabinete israelense também ressaltou que qualquer ação realizada pelas forças do país não tem o objetivo de prejudicar o processo de paz.
Além de ordenar a ofensiva, o governo israelense rompeu todos os contatos com a Autoridade Palestina e fechou todas as saídas da Cisjordânia, em decorrência do ataque de terça-feira.
Palestinos
Em reuniões no final da noite desta terça-feira, líderes palestinos reiteraram seu apoio à trégua de três meses anunciada pelos grupos militantes no dia 29 de junho e prometeram fazer com que ela seja cumprida.
“Todos devem seguir uma autoridade e o estado de direito”, diz uma declaração divulgada depois de um encontro, em Ramallah, entre o primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, e o líder Yasser Arafat.
A Autoridade Palestina rompeu seus contatos com o Hamas e o Jihad e determinou que a polícia prendesse ativistas.
“As forças de segurança terão a missão de implementar as resoluções do gabinete palestino”, disse a mensagem.
De acordo com informações divulgadas por rádios israelenses, a polícia palestina prendeu 17 pessoas, suspeitos de ser ativistas do Hamas – incluindo familiares do autor do ataque em Jerusalém.