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Hamas e Jihad Islâmica anunciam fim oficial de trégua

Os grupos militantes palestinos Hamas e Jihad Islâmica anunciaram o fim oficial de um cessar-fogo após ataque de Israel em Gaza ter matado um líder do Hamas e dois guarda-costas.

Helicópteros israelenses dispararam mísseis numa área residencial da cidade de Gaza, matando pelo menos três pessoas que estavam dentro de um carro.

Uma das vítimas teria sido o líder do Hamas Ismail Abu Shanab, justamente o alvo da ação israelense.

Embora o corpo atribuído a Shanab tenha sido decapitado na explosão do carro, o próprio Hamas confirmou que o militante morreu no ataque.

Fim da trégua

Para Israel, no entanto, os dois grupos já tinham violado o cessar-fogo na terça-feira, quando realizaram um atentado contra ônibus em Jerusalém que deixou 20 mortos.

A ação desta quinta-feira em Gaza foi autorizada pelo governo de Israel como retaliação ao atentado.

Israel já havia respondido com o rompimento de negociações com a Autoridade Palestina, a prisão de palestinos e o isolamento da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.

Hamas e Jihad Islâmica haviam declarado um cessar-fogo temporário, por três meses, em 29 de junho. Nas últimas semanas, porém, os grupos assumiram a responsabilidade por ações suicidas, embora não admitissem oficialmente que a trégua havia sido suspensa.

Além do fim do cessar-fogo, o Hamas prometeu vingança pela morte de seu líder - um de vários dirigentes mortos em ataques de helicópteros israelenses no conflito.

"O assassinato de Abu Shanab...significa que o inimigo sionista assassinou a trégua, e o Hamas responsabiliza o inimigo sionista totalmente pelas conseqüências de seu crime", disse o porta-voz do Hamas em Gaza, Ismail Haniyah.

Ainda nesta quinta-feira, tanques e veículos blindados israelenses ocuparam as cidades de Jenin e Nablus, na Cisjordânia, para procurar por explosivos e militantes extremistas.