O diretor-geral da Saúde da França, Lucien Abenheim, apresentou sua renúncia sob críticas por não ter alertado sobre uma onde de calor que deixou milhares de mortos no país.
A notícia da sua demissão ocorreu apenas horas depois que o ministro da Saúde da França, Jean-François Mattei, anunciou que a onda de calor pode ter matado até 5.000 pessoas.
Grupos médicos e a oposição socialista criticaram o governo por não ter preparado os funcionários da área de saúde para lidar com as doenças ligadas ao calor.
"O número de 5.000 (pessoas mortas)... é plausível", afirmou o ministro Mattei.
'Ação rápida'
O ministro diz que o governo agiu rapidamente quando recebeu o alerta da onda de calor.
"Mas não tenho certeza de que tenhamos sido informados tão cedo quanto desajaríamos."
O próprio ministro recebeu pedidos para renunciar.
O primeiro-ministro da França, Jean-Pierre Raffarin, disse que admite "sua parte de responsabilidade", mas que rejeita a idéia de que "as autoridades não funcionaram direito".
O diretor-geral da Saúde disse que deve continuar no cargo até que um sucessor seja encontrado.
Neste mês, a França passou por temperaturas de mais de 40 graus.
A onda de calor que varreu a Europa já passou e agora são as tempestades que preocupam os franceses.