Soldados israelenses prenderam um suposto militante palestino na cidade de Qalqilya, na Cisjordânia.
Qalqilya é uma das quatro cidades que serão devolvidas para o controle palestino.
Akif Nazal, do grupo Jihad Islâmica, foi preso na madrugada deste domingo juntamente com outro suposto militante, dizem fontes palestinas.
As prisões foram realizadas em antecipação a conversações, neste domingo, entre negociadores palestinos e israelenses sobre o retorno das cidades para a administração palestina.
Acordo
Por um acordo acertado na semana passada, Qalqilya e Jericó deverão passar aos palestinos nesta semana e Ramallah e Tulkarm, em dentro de duas semanas.
Um alto representante do Jihad Islâmica, Mohammed al-Hindi, disse à agência de notícias francesa AFP que a detenção de Nazal é "uma nova prova de que Israel continua com sua política de maior presença militar na região para destruir os esforços de todas as partes para acalmar a situação".
"Parece que a mão da ocupação vai ficar dentro da cidade mesmo depois da retirada," disse al-Hindi.
Arafat
O ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, e o chefe da Segurança palestina, Mohammad Dahlan, chegaram a um acordo na sexta-feira sobre a transferência do controle da cidade.
O ministro da Informação da Autoridade Nacional Palestina, Nabil Amr, disse que o gabinete recebeu bem a decisão.
Mas neste domingo, o líder palestino Yasser Arafat, criticou a proposta, alegando que Israel deveria seguir as diretrizes acertadas para a paz entre as duas partes.
"Nós queremos que Israel implemente o que foi mencionado no acordo ao invés de perder tempo. Esta é uma tentativa clara de divisionismo e desvio do que foi acertado," disse Arafat.
O plano para a paz tem três fases e seu objetivo é que se chegue a um entendimento entre israelenses e palestinos em dois anos.
O grupo Jihad Islâmica concordou com uma trégua de três meses no final de junho e afirma que ainda está comprometido com a decisão.
Mas a situação voltou a ficar tensa entre as duas partes depois que Israel matou, na semana passada, o comandante de uma célula do Jihad Islâmica em Hebron.