O governo da Líbia admitiu responsabilidade formal nesta sexta-feira pelo ataque a bomba que explodiu um avião americano sobre a cidade de Lockerbie, na Escócia, em 1988, matando 270 pessoas.
A decisão, anunciada nesta sexta-feira em uma carta de admissão ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), pode abrir o caminho para a suspensão das sanções internacionais contra o país e para a indenização das famílias das vítimas.
Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha também entregaram cartas ao presidente do conselho, nas quais confirmam que a Líbia já cumpriu os requisitos exigidos pela ONU para a suspensão das sanções contra o país.
As sanções da ONU podem ser suspensas já na próxima semana. Parte delas já havia sido relaxada há alguns anos.
Acordo
No entanto, o governo de Washington avisou que deve manter as suas próprias sanções contra o regime de Trípoli por mais algum tempo.
Os advogados das famílias das vítimas haviam assinado na quinta-feira um acordo com o governo líbio para criar um fundo de compensação de US$ 2,7 bilhões.
Dois líbios já foram julgados pelo atentado. Um deles foi inocentado, em 2001.
Outro, um gente do serviço de espionagem – Abdel Basset al-Megrahi – foi condenado à prisão perpétua.
Enquanto isso, as negociações sobre uma indenização semelhante pelo atentado a um avião de passageiros francês em 1989, na África, teriam avançado.
A Líbia oferecera indenização de US$ 33 milhões depois que o governo admitiu responsabilidade pela morte das 170 pessoas.
A oferta representou o equivalente a US$ 194 mil por vítima, mas as famílias das vítimas querem equiparação com o pagamento que será feito às vítimas de Lockerbie.