A China anunciou nesta quinta-feira que abrigará uma reunião multilateral para tentar resolver a crise sobre o programa nuclear da Coréia do Norte, entre 27 e 29 de agosto, em Pequim.
Os norte-coreanos aceitaram participar de um encontro com vários países, após fracassar em suas exigências de lidar diretamente com os Estados Unidos.
Washington diz querer angariar o apoio de toda a região na resolução da questão. Estarão presentes representantes americanos, norte-coreanos, sul-coreanos, chineses, japoneses e russos.
"A convocação do encontro é um importante passo rumo a uma saída pacífica para a questão nuclear coreana", disse um comunicado da chancelaria chinesa.
Mediação
A China, aliada mais próxima da Coréia do Norte, já serviu como mediadora de uma reunião semelhante entre americanos e norte-coreanos em abril, em que se fez poucos avanços.
Na ocasião, um diplomata norte-coreano disse que seu país já possuía armas nucleares e estava preparado para produzir mais.
Incluída pelo presidente George W. Bush na lista de países que compõem o que ele chamou de "eixo do mal", a Coréia do Norte teme ser alvo de um ataque americano.
O país repetiu nesta quinta a sua tradicional exigência de que Washington assine um pacto de não-agressão para superar o impasse, que já dura cerca de dez meses.
Diplomatas dos Estados Unidos e de seus aliados têm se encontrado para definir uma política comum para lidar com Pyongyang.