A maior central sindical do Chile realizou a primeira greve geral do país em quase duas décadas.
A polícia chilena usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar manifestantes que bloqueavam as ruas da capital do país, Santiago, na quarta-feira.
Os organizadores, da Central Única dos Tabalhadores (CUT) chilena, declararam que a greve havia sido um sucesso.
Por sua vez, o governo do presidente Ricardo Lagos considerou que a paralisação não havia tido grande repercussão.
Mais benefícios
A greve foi convocada pela CUT, que agrupa mais de 640 mil trabalhadores, para reivindicar melhores condições de trabalho e mais benefícios trabalhistas.
A polícia começou a agir para reprimir os manifestantes depois que jovens manifestantes começaram a destruir semáforos e vitrines de lojas.
Pelo menos 130 pessoas foram presas.
Líderes sindicais disseram que os manifestantes que haviam cometido violências não faziam parte da CUT.
"Foi uma grande e ativa greve nacional, com pessoas marchando, se expressando e procurando ser ouvidas", disse o presidente da entidade, Arturo Martinez.
Os sindicalistas acusam Lagos, a quem apoiaram nas eleições de 2000, de estar ignorando os direitos de trabalhadores.
O governo disse que a maioria dos serviços públicos esteve próxima do normal – apesar de 35% dos professores terem participado da greve e várias repartições terem funcionado com pessoal reduzido.
Associações comerciais disseram que cerca de 13% dos trabalhadores do setor privado não compareceram ao trabalho.
A última vez em que a CUT convocou uma greve geral foi nos anos 80, durante a ditadura militar, no governo de Augusto Pinochet.