Começaram nesta segunda-feira as audiências no inquérito sobre a morte do cientista britânico David Kelly.
Ele aparentemente cometeu suicídio depois de ter sido nomeado pelo governo como fonte de uma reportagem da BBC a respeito do dossiê sobre o Iraque que teria sido "maquiado" para reforçar a posição pró-guerra.
Um amigo e colega de trabalho de Kelly – Terence Taylor – é o primeiro a prestar depoimento.
Outras testemunhas que devem comparecer ao Tribunal Real de Justiça de Londres esta semana são funcionários do ministério da Justiça e do gabinete do primeiro-ministro Tony Blair.
Também devem comparecer ao tribunal figuras importantes da BBC, incluindo o repórter Andrew Gilligan, o correspondente de Defesa que teve sua reportagem no centro do caso.
Terence Taylor, do Instituto de Estudos Estratégicos de Washington, trabalhou como inspetor de armas no Iraque juntamente com o cientista britânico.
As testemunhas serão questionadas apenas para ajudar a elucidar a morte, mas algumas devem ser chamadas pela segunda vez para acariações.
Na semana passada, o líder oposicionista do Partido Conservador, Ian Duncan Smith, pediu que Tony Blair se desculpasse por comentários feitos por seu porta-voz a respeito de David Kelly.
O porta-voz lamentou suas afirmações, feitas "em off", ou seja, de maneira não-oficial, com jornalistas. Para o político consevador, a atitude do assessor de Blair não foi o suficiente.
O coordenador do inquérito é um dos juizes mais experientes da Grã-Bretanha.