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Taylor acusa EUA de forçá-lo a renunciar

O presidente da Libéria, Charles Taylor, acusou os Estados Unidos de forçá-lo a renunciar.

"A solução para a Libéria não pode ser o presidente dos Estados Unidos pedir ao presidente da Libéria para partir", afirmou Taylor, em um discurso em rádio nacional.

No entanto, em tom de despedida, o presidente reiterou que vai "sacrificar a sua Presidência" para conter mais violência no país.

"Eu paro agora, porque acima de todos, vocês, o povo, é que contam", disse o presidente em um pronunciamento feito de sua casa.

Sob pressão do governo americano e de outros países africanos, Taylor se comprometeu a renunciar nesta segunda-feira. Espera-se que ele entregue o poder ao seu vice, Moses Blah, em uma cerimônia presenciada por líderes africanos.

"Estarei de volta"

No entanto, o presidente liberiano não mencionou se aceitou ou não a oferta de asilo feita pela Nigéria e terminou com o discurso com a frase: "Se Deus quiser, eu estarei de volta".

No sábado, Taylor, já havia dito que a sua renúncia era um "estupro à democracia".

A comunidade internacional pressiona Taylor, que é acusado por crimes de guerra pelo seu envolvimento na guerra civil de Serra Leoa, a deixar a Libéria.

Segundo o correspondente da BBC na Libéria, Barnaby Philipps, não se sabe como grupos rebeldes vão reagir à eventual saída de Taylor. O grupo Model, por exemplo, não reconhece a autoridade de Blah.