Um israelense foi morto e quatro outros ficaram feridos em um ataque atribuído ao grupo guerrilheiro libanês Hezbollah.
No suposto ataque do grupo ativista, disparos foram feitos contra a cidade de Shlomi, no norte de Israel.
Fontes militares israelenses confirmaram que baterias antiáereas foram disparadas na região às 12h30, horário local.
A organização militante islâmica, que conta com o apoio do Irã e da Síria, costuma responder a incursões aéreas de Israel sobre território libanês com baterias antiaéreas.
Mas a tensão entre o Hezbollah e Israel vem crescento nos últimos dias. De acordo com o diário israelense Haaretz, trata-se do quarto ataque do Hezbollah contra Israel desde a última sexta-feira.
Nos últimos oito meses, no entanto, o Hezbollah não havia atacado quaisquer alvos israelenses.
Caso seja confirmado que o ataque foi feito pelo Hezbollah, será a primeira morte causada por uma ação do grupo em Israel desde que tropas israelenses se retiraram do sul do Líbano há três anos.
O ministro das Relações Internacionais de Israel, Silvan Shalom, exigiu que a Síria e o Líbano reprimam militantes do Hezbollah.
"Nossa mensagem à Síria, como partes responsáveis pela ação do Hezbollah, é que se as atividades do Hezbollah continuarem, não teremos alternativas se não nos defendermos", afirmou.
"Creio que o regime da Síria sabe muito bem quais são nossas capacidades. Não creio que valha à pena nos testar", acrescentou Shalom.
O Hezbollah não assumiu a autoria do ataque contra Israel.